quinta-feira, 12 de junho de 2014

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Não posso negar que as últimas duas semanas tem sido difíceis, nunca havia me sentido tão impotente e preocupada ao mesmo tempo. Nessas últimas semanas tive tanta coisa para falar e ao mesmo tempo ninguém para contar.
Tive tanto medo e guardei para mim mesma, medo que não tivesse um diagnóstico para os meus desmaios e ao mesmo tempo medo dos resultados. Pouquíssimas pessoas me perguntaram meu medo, apenas questionam se estou bem, coisa que também na maioria das vezes não sei como responder, afinal como saberia se estou bem enquanto nem sei exatamente o que tenho.
De início receber o remédio para epilepsia foi horrível, quis ao mesmo tempo que ele não funcionasse para que assim não fosse isso, mas para minha infelicidade tem funcionado e as vezes encosto a cabeça no travesseiro e todo este medo deste diagnostico escorre em lágrimas.
E começa então a maratona de de exames, as mudanças nos hábitos, me sentir inútil.
Não fazer o que antes seria uma atividade chata, hoje em dia é como se aquilo fizesse muita falta no meu cotidiano.
Não andar com copos ou pratos de vidro, esperar alguns minutos para levantar, não trancar a porta do banheiro, avisar quando vou de um lugar ao outro. Me sinto uma criança, mas como castigar a preocupação alheia e até mesmo a minha.
Odiaria desmaiar com um copo de vidro na mão, ou ficar trancada no banheiro em meio a uma crise sem ter como pedir ajuda.
De certa forma é horrível e agonizante estar assim e por outro lado é possível ver a coisas por outro lado, criar laços mais fortes com quem está sempre tentando ajudar.

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