domingo, 18 de maio de 2014

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E toda vez que eu escrevo é na tentativa inútil de tirar de mim tudo o que eu guardei, como se isso fosse possível, porém nada muda.
É como se dentro de mim houvesse tanto rancor que amanhã as coisas serão iguais e assim eu repito a antipatia, o distanciamento e toda a raiva que sempre carreguei. Não se pode querer que apenas a terapia me salve ou que uma conversa superficial faça com que toda a raiva e o abandono sumam. Que entre nós não fique o espaço o vazio, que o perdão seja realmente verdade pois da minha parte nunca será.
Trago comigo o que vinte anos de solidão muito bem alimentado e impossível apagar, neste momentos você deveria aproveitar e se calar me esquecer como sempre foi.
Não esperar que se fingir presente passe o que já aconteceu, o que todos te alertaram e você sempre fez bem em ignorar.
Eu sou assim, não que seja impossível mudar mas para que? Com que função adianta me lembrar o quanto prefiro me calar a berrar, mas você não me conhece nunca esteve presente nesses anos. Só soube olhar de longe como se nada pudesse ser feito, como se fosse normal,

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