quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Subir, subir

Eu vejo pessoas nas ruas, apresso o passo, afinal elas me olham de forma estranha. Tenho medo e odeio escuro, acho que a maioria das pessoas não sustentam mais uma boa ideia na cabeça, a maioria delas pensa e faz o mal.
Não se importam com ninguém, ao contrário de mim que tentei mudar durante meses, procurar uma solução, parar com os malditos vícios que ainda cismam em me acompanhar,  mas não consigo e o porquê de tudo isso é apenas você.
Suas palavras me atingem, faço seus gostos apenas para no fim da noite não ter que escutar seus gritos e berros, falando o que devo ou não fazer.
Não se importe querida, eu vou me jogar da ponte sozinha e não quero jamais te arrastar, acredite não aguento nem um minuto ao seu lado, nem que esse lugar seja frio e uma companhia melhorasse tudo, não escolheria a sua nem que fosse a última no mundo.
Liberta-me passa a ser uma missão, corro pelo mundo, rodo milhares e milhares de vezes, durmo e acordo em camas estranhas, bebo coisas coloridas e as vejo na parede a noite.
Acredite, estou melhor e prefiro que assim seja a vida inteira e não me siga na ponte em que me atirei.

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