quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O que queremos afinal?

As pessoas ultimamente têm deixado de lado a questão da política, (confesso que não sou nenhum amante do assunto, mas procuro me informar ).  Já ouvi várias pessoas dizendo absurdos; como podem eleger um “camarada” que nem ao menos  sabe o que o cargo pelo qual concorre exerce?.  Cada vez mais temos provado a nossa ignorância com questões sociais e econômicas, acho que já está mais do que na hora de abrirmos os olhos e deixarmos de ser tão tolos. Que tal se parássemos pra pensar no que queremos para o futuro, em quem estamos colocando no poder para tomar decisões por nós, essas questões deveriam fazer parte do nosso “repertório” de dúvidas cotidianas, ainda mais em uma época dessas, onde os políticos são capazes de coisas grotescas para conseguir o seu voto.  Você já parou para analisar as propostas de governo de cada candidato? Já parou pra ver os absurdos que dizem nos horários eleitorais? Se não, já está mais do que na hora de tomar conhecimento e votar consciente, política não é brincadeira, estamos decidindo o futuro do nosso país.
Por que será que para o resto do mundo o nosso país é só “BUNDA” e “VIOLÊNCIA”?  Quem vocês acham que são os maiores culpados, os políticos? E quem são os “trouxas” que elegem eles? Acho que somos nós, o POVO. Se pararmos pra olhar a história mundial, as grandes revoluções aconteceram porque o povo se levantou, aqui no Brasil só houve isso uma vez, durante o governo do Collor, quando teve o  impeachment, está na hora do povo brasileiro mostrar que pensa, raciocina e acima de tudo, que tem atitude e peito pra enfrentar as coisas; mostrar pro mundo que não somos apenas “bunda” e “violência”.

Matheus Morais

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu sei

Em breve, quando eu criar coragem, talvez isso demore mais um pouco.
Estarei melhorando a "aparência" do blog, mas tudo depende do meu bom humor.
Obg e desculpa a falta de cuidado com vocês leitores reclamões.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Procura-se Seres Humanos



Procura-se pessoas liberais, sem conceito ou preconceito.
Procura-se pessoas corajosas que enfrentem os problemas no peito, que não ligue para comentários maldosos ou pessoas contrárias. Precisa-se de gente que tenha coragem de falar e que saiba escrever, que saiba correr atrás de todo o prejuízo e que seja amigo. Precisa-se de pessoas fortes, que não caiam ao primeiro não, ou primeiro grito contrário, que não trema ao defender o que pensa, que tenha coragem de brigar e que seja a favor da liberdade. Que tenha perdido um pouco da noção, que grite alto o que deseja, aponte erros e tente concertá-los.
Precisa-se mais do que nunca de jovens de verdade, iguais ao dos tempos de ditadura, que não se calaram, iguais aos que pintaram seus rosto ou invadiram faculdade, na esperança de melhoras. Precisa-se de sociólogos, filósofos, de pessoas que ao sofrer invasão, continuem unidas, assim como os alunos da Unicamp fizeram em meio a ditadura, enfim precisa-se de jovens, mas não qualquer um, precisamos de alguém que saiba formar um exercícito, sem guerra mas que saiba deixar as pessoas confusas.

Se você se enquadrar, por favor avisar. 

domingo, 26 de setembro de 2010

Entenda a Lei

Ps: Se não for ler tudo, leia pelo menos as questões finais.

Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.
O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.
Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.
O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.    
Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, junte-se a nós e participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto.
Para ler o projeto de lei na íntegra, clique aqui.
Por quê a lei?
  • Ainda não há proteção específica na legislação federal contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero;
  • Por não haver essa proteção, estimados 10% da população brasileira (18 milhões de pessoas) continuam a sofrer discriminação (assassinatos, violência física, agressão verbal, discriminação na seleção para emprego e no próprio local de trabalho, escola, entre outras), e os agressores continuam impunes;
  • Por estarmos todos nós, seres humanos, inseridos numa dinâmica social em que existem laços afetivos, de parentesco, profissionais e outros, essa discriminação extrapola suas vítimas diretas, agredindo também seus familiares, entes queridos, colegas de trabalho e, no limite, a sociedade como um todo;
  • O projeto está em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário: “Artigo 7°: Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”;
  • O projeto permite a concretização dos preceitos da Constituição Federal: “Art. 3ºConstituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação [...] / Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”;
  • O projeto não limita ou atenta contra a liberdade de expressão, de opinião, de credo ou de pensamento. Ao contrário, contribui para garanti-las a todos, evitando que parte significativa da população, hoje discriminada, seja agredida ou preterida exatamente por fazer uso de tais liberdades em consonância com sua orientação sexual e identidade de gênero;
  • Por motivos idênticos ou semelhantes aos aqui esclarecidos, muitos países no mundo, inclusive a União Européia, já reconheceram a necessidade de adotar legislação dessa natureza;
  • A aprovação do Projeto de Lei contribuirá para colocar o Brasil na vanguarda da América Latina, assim como o Caribe, como um país que preza pela plenitude dos direitos de todos seus cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a paz.
Fonte: Projeto Aliadas – ABGLT
Verdades e Mentiras sobre o PLC 122/06
Desde que começou a ser debatido no Senado, o projeto de lei da Câmara 122/2006, que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero tem sido alvo de pesadas críticas de alguns setores religiosos fundamentalistas (notadamente católicos e evangélicos).


Essas críticas, em sua maioria, não têm base laica ou objetiva. São fruto de uma tentativa equivocada de transpor para a esfera secular e para o espaço público argumentos religiosos, principalmente bíblicos. Não discutem o mérito do projeto, sua adequação ou não do ponto de vista dos direitos humanos ou do ordenamento legal. Apenas repisam preconceitos com base em errôneas interpretações religiosas.


Contudo, algumas críticas tentam desqualificar o projeto alegando inconsistências técnicas, jurídicas e até sua inconstitucionalidade. São críticas inconsistentes, mas, pelo menos, fundamentadas pelo aspecto jurídico. Por respeito a esses argumentos laicos, refutamos, abaixo, as principais objeções colocadas:




1. É verdade que o PLC 122/2006 restringe a liberdade de expressão?


Não, é mentira. O projeto de lei apenas pune condutas e discursos preconceituosos. É o que já acontece hoje no caso do racismo, por exemplo. Se substituirmos a expressão cidadão homossexual por negro ou judeu no projeto, veremos que não há nada de diferente do que já é hoje praticado.


É preciso considerar também que a liberdade de expressão não é absoluta ou ilimitada - ou seja, ela não pode servir de escudo para abrigar crimes, difamação, propaganda odiosa, ataques à honra ou outras condutas ilícitas. Esse entendimento é da melhor tradição constitucionalista e também do Supremo Tribunal Federal.


2. É verdade que o PLC 122/2006 ataca a liberdade religiosa?


Não, é mentira. O projeto de lei não interfere na liberdade de culto ou de pregação religiosa. O que o projeto visa coibir são manifestações notadamente discriminatórias, ofensivas ou de desprezo. Particularmente as que incitem a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.


Ser homossexual não é crime. E não é distúrbio nem doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Portanto, religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológicos (como considerar a homossexualidade "pecado"). Mas não podem propagar inverdades científicas, fortalecendo estigmas contra segmentos da população.


Nenhuma pessoa ou instituição está acima da Constituição e do ordenamento legal do Brasil, que veda qualquer tipo de discriminação.


Concessões públicas (como rádios ou TV's), manifestações públicas ou outros meios não podem ser usados para incitar ódio ou divulgar manifestações discriminatórias – seja contra mulheres, negros, índios, pessoas com deficiência ou homossexuais. A liberdade de culto não pode servir de escudo para ataques a honra ou a dignidade de qualquer pessoa ou grupo social.


3. É verdade que os termos orientação sexual e identidade de gênero são imprecisos e não definidos no PLC 122, e, portanto, o projeto é tecnicamente inconsistente?


Não, é mentira. Orientação sexual e identidade de gênero são termos consolidados cientificamente, em várias áreas do saber humano, principalmente psicologia, sociologia, estudos culturais, entre outras. Ademais, a legislação penal está repleta de exemplos de definições que não são detalhadas no corpo da lei.


Cabe ao juiz, a cada caso concreto, interpretar se houve ou não preconceito em virtude dos termos descritos na lei.

Reclamações

Blá, blá, blá. É só isso que eu consigo ler ou ouvir ultimamente.
Perdi a paciência com a maioria das pessoas, sempre reclamando do sistema, da política, da pobreza, da favela.
Mas e ai quem fez uma coisa boa hoje? Alguém paro de olhar pro umbigo hoje?
Ou a melhor, alguém saiu de casa pra fazer alguma boa ação? Essa resposta eu sei de cor, todo mundo sem dúvidas falou "NÃOOO"
É simples, as pessoas costumam jogar seus problemas nas costas alheias, sendo que a grande maioria pode ajudar em algo.
Esse filme eu estou cansada de assistir, "o cara que eu elegi não fez nada durante quatro anos"
E você invadiu a câmara quantas vezes pra reclamar? Acha que só a TV pode mudar sua situação? Acredite você é o único capaz de se fazer ser levado em consideração. Acha que seu salário mínimo te alimenta? Onde foi parar a sua dignidade? Sim aquilo que você deveria defender com unhas e dentes.
Vai deixar o cheiro podre exalar de você até quando? Então levante-se meu caro, faça valer tudo o que aprendeu nos últimos anos.

Fala

por si só.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Todos Estão Surdos

Desde o começo do mundo

Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo.

Tanta gente se esqueceu

Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Mas meu amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo.

Outro dia um cabeludo falou:

Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles
Esta frase vive nos cabelos encaracolados das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto dos pensamentos poluídos pela falta de amor
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!

Tanta gente se esqueceu

Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu amigo volte logo
Vem olhar pelo o meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo. 



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Relatos

Você não sabe mas no ponto de ônibus tem uma senhora, aparentemente sem dinheiro pra pegar ônibus, vendendo balinhas. Na praça principal da cidade tem uma criança, com 12 anos, perguntei a quanto tempo ela estava ali, acredite não eram horas e sim anos, longo 6 anos na esperança de salvação. Na rua de trás de casa, tem o mendigo abandonado pela família, no inverno ele sempre reclama de frio e pede comida pelas casas, quase sempre ignorado.
No bairro mais humilde tem também o dono da boca que manda e desmanda, paga pra polícia e todo mundo finge que está tudo bem, todo mundo paga taxa mensal, mas melhor que morrer em troca de tiro.


Problemas maiores:
Na prefeitura ninguém te ajuda, a casa da sopa não tem mais sopa pra ninguém, doação de roupa todo mundo acha que é bobeira, só ajuda quando é pra ganhar bicicleta. No orfanato tem muita criança esperando por você e mesmo assim você cisma que quer ter uma prole só com a sua genética.
No asilo também tem criança querendo conta história de uma vida inteira, apenas precisam de atenção e alguém pra conversa. A cidade parece um lixeiro imenso, tem tanta placa de político que nem sei o que fazer, só por informação a placa é PROIBIDA, cada placa custa cerca de 8 mil para o político e mesmo assim eles colocam, afinal ninguém sabia que era proibido e nem liga se tira o lugar do pedestre na calçada.
Nas escolas ainda tem gente que não sabe ler, mas pior ainda é que elas passam de ano. No hospital tem gente precisando de atendimento e elas ficam no corredor durante horas, mesmo em caso urgente. Cerca de 10 mulheres são mortas graças a nossa violência doméstica e não há nada que mude isso atualmente, afinal os criminosos assim sempre escapam, no geral a maioria dos criminosos escapam aqui no nosso país.
A pedofilia também é outra doença comum no nosso século.
Mas pior que qualquer coisa acima é o conformismo presente em todos, o fato da grande maioria considerar tudo isso tão normal, o jornal pinga sangue todo dia e mesmo assim ninguém se importa, tudo segue assim, virando ESTATÍSTICA!



E no final das contas não adianta reclamar, certas coisas ocorrem porque a gente permite

domingo, 12 de setembro de 2010

Você Sabia?

Você sabia que na sua cidade foi criada uma blindagem na câmara, lugar onde os munícipes deveriam juntar-se pare pedir melhoras e reclamar de situações como descaso dos nossos candidatos.
Acredite, o investimento foi em cerca de 78 mil garantindo assim proteção a vereadores e o nosso silêncio, sim meu caro, "SILÊNCIO", afinal qualquer grito e manifesto nosso do lado de fora é impedido de chegar nos seus belos ouvidinhos.
E esse não é um projeto de pouco tempo, já está desde maio e nós munícipes de Taubaté nem nos importamos ou impedimos tal ação
Relatos de um cidadão:
Nossos vereadores, representantes nossos, pagos por nós, deveriam antes de mais nada cuidar de satisfazer os interesses e necessidades nossos. A cidade está feia, mal projetada, mal conservada, jogada às traças. Blindar a câmara não é prioridade! Nosso trânsito está uma balburdia nas ruas estreitas e esburacadas cheias de obstáculos que chamam de "lombadas", sem ciclovias nem calçadas decentes. O pedestre, principalmente idosos e mulheres com crianças, têm dificuldade para transitar nas calçadas sujas, mal conservadas, ora altas, ora baixas, estreitas demais. E os vereadores querem blindar a câmara. Vamos nos blindar contra eles e não votar nestes irresponsáveis demagogos.
Mas relaxe meu caro leitor a loucura não para por aqui, temos também o implante de catraca (43 mil) e o projeto fecha bar, o que aconteceu que nós não vimos e tudo acabou assim?

E acredite pelo menos metade da população ainda não tem saneamento básico, segundo pesquisas feitas em jornal. Sim nesses casos eu tenho vontade de chorar, igual a um bebê, afinal não sei como acabar e nem o que fazer com toda essa sujeira política, até quando vamos ficar de fora de assuntos que nós mesmos deveriamos saber e PARTICIPAR?

Ps: Que eu saiba em Taubaté ninguém é terrorista com intenção de explodir algo na câmara ou matar algum vereado.

Atualidades

"Ando no meu carro novo, passeando só pra mostrar. O sinal fecha, olho em volta. Ahh não lá vem aquele moleque pedi dinheiro pra cheirar cola o dia inteiro e ainda diz que é pra ajudar o irmão, fecho o vidro do carro."
Afinal fechou o vidro ou os olhos para o problema? Vai na igreja, doa seu dizimo do mês inteiro e não ajuda a criança na rua e mesmo que fosse para se drogar, qual o problema em querer fugir da própria realidade? Você faz isso 24 horas e não aceita a criança com fome fazer o mesmo?
Vivemos em uma época estranha, onde se abre mais igrejas e cadeia, ao invés de escola, pago imposto pra alimentar alguém que matou outro alguém, mas não alimento ninguém na rua, não ajudo os idosos a atravessar uma rua, apenas grito "sai da frente seu moço, tô com pressa pro trabalho!"
Volto pro meu carro, o mundo lá fora não é importante, meu carro construído por jovens em grande maioria 17 e 16 anos, terceirização invadindo tudo, não me preocupo se ele teve uma jornada de 12 horas fora do lar e longe da família, se foda ele, meu carro tá aqui agora né?
Pessoas com esses pensamentos acabam com o mundo e esquecem que bem material não transforma ninguém, a escola só cria trabalhador, ninguém disposto a pensar em votar, ninguém pensa em mudar, que sempre tenha a classe pobre pra apoiar e o poder acima, não liga se tudo o que acontece ao redor é errado, que assim seja, fechemos todos os olhos e sigam achando que a política é justa, e que as leis são obedecidas.


"Todo mundo tem o direito a viver, mas que direito é esse que não posso viver dignamente?"

sábado, 11 de setembro de 2010

Recomeçar

Quando criei o blog queria escrever sobre um mundo diferente, imaginário, algo que eu esperava do mundo e oro todas as manhãs, afinal é a única hora em que lembro ser católica no dia.
Com o tempo desvie os meus principais assuntos, cai em relacionamentos e na besteira de achar que amava. Mas hoje realmente abri meus os olhos, não totalmente mas o necessário, para acordar com o mundo lá fora, que grita e pede pela minha ajuda, não só a minha, a sua também é muito importante.
Eu abri meus olhos e quis voar para um mundo mais longe, havia parado de pensar apenas para satisfazer necessidades ao meu redor, tudo uma grande mentira, as pessoas só sabem proibir e misturar coisas que não deviam nem mesmo chegar perto.
Religião e política, é sem dúvidas o que mais me irrita, mas também temos a vontade e polícia, que inflige no seu direito de pensar e falar.
E sem contar a dominação de superiores, seja seu chefe, diretor e até mesmo os pais, todos estão lá, um mundo opressor em que o maior salário é tudo, eu decidi que ter o maior salário e uma vida estável não me satisfaz em momento algum, o que me compensa é a paz e o gostar do que se faz.




Viva um novo mundo, abra sua mente e aceite o que acontece ao redor.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sentido

Então amor quantas vezes você vai vim e me bater na cara? Me tirar todo o sorriso e fugir com toda a minha alma?
Eu não entendo, se o problema é meu em procurar perfeição demais, não contento com qualquer um que me diga palavras bonitas, afinal além de escutar preciso sentir.
Não sei se é a falta de amor, se são os péssimos exemplos, mas sinto que não sinto nada além de desejo e atração em possuir. Qualquer um além de mim consegue e o faz bem até, estranhos ao meu redor se amam, gostam-se e não deixam que os problemas transpareçam facilmente.
Já eu, em menos de um minuto de crise e loucura, jogo um olhar mais ambicioso e chego a conclusão que  não amo, que não sinto, afinal se fosse amor seria forte e intenso, nada disso acontece comigo, viver em torno de alguém ou gostar tanto que me esqueceria quem sou ou quem fui.
Nada é forte o suficiente, bonito o bastante, pessoas que não mereciam nem metade daquela sensação o tem em mãos, será que eu o sufoco em meio aos meus dedos ou deixo escorrer, maldito amor que não vem e fica em mim, que não me acoberta na noite, não tem pé com pé, abraço e beijo interminável.
Procuro encontrar perfeita simetria mas me parece impossível e metade do mundo me diz que queria ser igual a mim, "independente e livre".





Enfim, a minha conclusão é que não há dor de amor e mesmo que existisse ela não seria ruim e sim ruim é a falta dele, a dor por não ter nada parecido para substituir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Subir, subir

Eu vejo pessoas nas ruas, apresso o passo, afinal elas me olham de forma estranha. Tenho medo e odeio escuro, acho que a maioria das pessoas não sustentam mais uma boa ideia na cabeça, a maioria delas pensa e faz o mal.
Não se importam com ninguém, ao contrário de mim que tentei mudar durante meses, procurar uma solução, parar com os malditos vícios que ainda cismam em me acompanhar,  mas não consigo e o porquê de tudo isso é apenas você.
Suas palavras me atingem, faço seus gostos apenas para no fim da noite não ter que escutar seus gritos e berros, falando o que devo ou não fazer.
Não se importe querida, eu vou me jogar da ponte sozinha e não quero jamais te arrastar, acredite não aguento nem um minuto ao seu lado, nem que esse lugar seja frio e uma companhia melhorasse tudo, não escolheria a sua nem que fosse a última no mundo.
Liberta-me passa a ser uma missão, corro pelo mundo, rodo milhares e milhares de vezes, durmo e acordo em camas estranhas, bebo coisas coloridas e as vejo na parede a noite.
Acredite, estou melhor e prefiro que assim seja a vida inteira e não me siga na ponte em que me atirei.

Eu

Não sei ser entrelinha ou guardar meia palavra, eu só sei ser inteira, falar tudo de uma só vez ou de uma única forma.
Não significa em momento algum que seja insensível e me sinta no direito de falar verdades a todos sem antes me olhar, também não significa que não saiba guarda mistérios, bons para se buscar e conhecer o mais intimo da minha alma.
Sou mesmo é cabeça dura, defendendo o que acho certo e o que penso até o último momento, mas sem despejar sequer um único grito ou grosseria, vim no mundo assim e vou assim, guardo tudo nos olhos, eles sim são minha parte preferida. Guardo neles uma coisa que é só deles, que só as pessoas podem descrever, brincalhões se perdem em belos moços, em grandes decotes e sorrisos alheios. Sou assim sem nenhuma entrelinha na boca, mas com todas num olhar, gosto de ir aos bares e encarar pessoas na minha frente, a maioria deles retribui e sei que gosta, um pouco de vaidade da minha parte?
Sem dúvidas, sou totalmente feita de vaidade, mas nada que me torne fútil, assim eu acho. Não sei ser meia pessoa, viver metade, aposto tudo ou nada, erro muito ou acerto a maioria no que falo, não há meio termo, não existe "não" na minha boca, gosto de experimentar, de sentir e de ter tudo. Gosto de ver, viver, mas sou cheia de vícios.

Gosto de andar em cordas bambas, caminhos escuros e odeio me encontrar, adoro apenas te encontrar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Som do Universo

Acredito que deixar o passado de lado se torne muito importante pelo menos a cada dois meses. É como ser um novo alguém de tempo em tempo, mas não deixar de lado coisas que aparentam maior importância, abrir a mente e deixar tudo bater e entrar com tamanha força, deixando assim sair conceitos antigos e estranhos que te prendem geralmente a sentimentos ruins.
Seja o sentimento que for, amor passado, ódio ou raiva, deixo tudo de lado todos os dias, guardo a maioria dos sentimentos em uma caixinha, nada de explodir no fim do dia com pessoas que nem tem a ver ou não me fizeram algo, carrego sorriso, como sempre continuo achando que é algo essencial na maioria dos seres.
Carrego um livro e uma música de bolso também, sou uma típica comedora de palavras e letrinhas, todo som que bate, toda fala que atinge vem e fica, sigo mastigando até ser entendido. Todo música traz em si o som do universo e esse som vem e invade por entre cada célula e parte do meu corpo.
Num único som e movimento esqueço cada magoa, cada problema que eu carreguei durante o dia, vou deixando e te aconselho a fazer o mesmo, seguir o ritmo da música e do mundo. Aproveitar mais cada sorriso, cada vibração que bate no seu corpo tem o poder de te transforma e mudar, basta você escolher suas mudanças.
Eu vou deixar só o que for bom e puro bater em mim, para retornar o mesmo. E você o que vai deixar bater?
obrigada Camila, me sinto realmente feliz em poder te ajudar. *-*
pra mim, por ela (leiam)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rumo

Fico aqui imaginando se eu tivesse escolhido outras coisas, ao invés de azul saísse de rosa? O mundo ou pelo menos minha vida estariam diferentes.
E se eu escutasse mais, ou falasse mais em algumas situações. Se guardasse mais verdade só pra mim, ou então tivesse dançado naquela festa ao invés de me afundar na vodka, algo teria mudado?
Se eu olhasse mais pro garoto que senta do meu lado, eu teria tido um grande amor na vida? Se ao invés de tentar tocar flauta tivesse feito aula de violão,eu poderia ter uma banda agora?
Se não passasse em concurso nenhum teria mais tempo e muito mais amigos, se não tivesse sentido solidão eu teria muito mais sorriso agora?
Será que cada escolha que a gente não toma na nossa vida muda, será que a teoria de efeito borboleta é mesmo real, as asas que batem de um lado do mundo no outro criam um furacão?
Nossas vidas são sempre assim, uma escolha mudando todo um futuro, uma maquiagem, um sapato, uma criança na rua, tudo mesmo mudaria a nossa vida?
E se todo esse tempo eu não fiz as escolhas mais certas, pra que rumo eu decidi mandar a minha vida?
"E tem dias que eu sou assim, mais perguntas que respostas."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mundo, Roda-gigante

Sempre soube que era errado, mas tenho pânico quando penso em mudança, quando penso em viajar, sair e trocar.
Prefiro combinações parecidas, cores iguais e lugares conhecidos. Odeio novas cidades, novos bares, odeio o processo de desconforto ao se conhecer um atual desconhecido. Tenho pavor quando sobra pra mim a obrigação de criar novos papos ou instalar novas coisas no computador.
Tenho medo de mudança,  ao redor e em mim, tenho medo de perder o que sou, criar um novo ser e ao olhar no espelho não reconhecer nenhum gesto. Odeio pessoas que mudam todos os dias, uma hora te ama, outrora não te olha nem mesmo nos olhos.
Odeio acorda, odeio sapatos novos, coberto novo sem cheirinho, cama e colchão novo também é péssimo. Só de pensar em me mudar a barriga gela, os braços doem e o coração palpita.
Odeio mudanças, odeio todo essa brincadeira de gira-gira que o mundo nos obriga a aceitar sem nem ter tempo de discutir. 



Enfim odeio tudo isso e isso tudo vive a me sufocar.

Por ai!

Gosto de andar na maioria dos casos, sem destino e sem planos. Nos horários em que não há ninguém, noite ou manhã, é interessante ver diferentes pontos da cidade sem pessoas.
Como por exemplo o centro da cidade, que a tarde parece um formigueiro, nas noites de inverno que arde a pele e boca, queima a minha alma de felicidade ao me redescobrir, curtindo uma sensação que quase nunca se sente na correria rotineira.
A sensação de estar você e somente você, ninguém para reclamar, falar e celulares desligados. Sem hora pra voltar, sem hora pra se encontrar na cidade, até o nascer do sol. Andar sem ter medo, fingir que o mundo é seguro e confiar na sorte.
Ando sempre por ai, pensando em descobrir algo mais, pensando em ser algo menos e tentando achar mais tempo para viver.